Para quem viveu a época do Nintendo 64, algumas imagens ficam guardadas na memória para sempre. Link saindo pela primeira vez da Floresta Kokiri, a chegada ao enorme Campo de Hyrule, o encontro com Zelda no castelo e, claro, aquela primeira tentativa de tocar uma música corretamente na Ocarina.
Quase três décadas depois, será possível fazer tudo isso novamente. Mas desta vez será bem difícil confundir a nova aventura com o jogo que conhecemos em 1998.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado para Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026, reconstruindo completamente um dos títulos mais importantes da história da Nintendo para uma nova geração.
E não estamos falando apenas de aumentar a resolução do original.
A Nintendo refez os visuais, modernizou controles e câmera, adicionou cenas totalmente dubladas, expandiu diálogos e regravou a trilha com música sinfônica orquestrada.
O objetivo parece bastante claro: manter a aventura que os fãs lembram, mas remover boa parte da sensação de estar jogando um título criado para um videogame de 1996.
O que muda em Zelda: Ocarina of Time no Switch 2?
A diferença mais óbvia aparece assim que colocamos as duas versões lado a lado.
Hyrule foi completamente reconstruída.
Cenários, personagens, iluminação, vegetação, texturas e objetos apresentam um nível de detalhes impossível no Nintendo 64. Mesmo lugares extremamente familiares ganharam uma aparência nova sem abandonar a identidade visual do original.
A Floresta Kokiri continua imediatamente reconhecível. O interior da Grande Árvore Deku ainda guarda o primeiro grande desafio de Link. Hyrule continua sendo Hyrule.
Só que agora esses ambientes parecem muito mais próximos daquilo que nossa memória talvez imaginasse que eles eram quando jogávamos no final dos anos 1990.
A Nintendo também mexeu em algo fundamental: movimentação e câmera.
O Ocarina of Time original nasceu em uma época na qual controles tridimensionais ainda estavam sendo descobertos pela própria indústria. O jogo ajudou a estabelecer várias soluções que hoje parecem comuns, mas algumas dessas mecânicas naturalmente envelheceram.
No remake, movimentação e câmera foram retrabalhadas para entregar uma experiência mais moderna e responsiva.
As ações também prometem respostas mais rápidas, enquanto os tempos de carregamento foram reduzidos.
Outra mudança importante está no áudio.
A trilha sonora ganhou uma apresentação sinfônica orquestrada, enquanto efeitos sonoros foram renovados para acompanhar a reconstrução visual.
E existe uma novidade que provavelmente causará uma sensação bastante diferente para quem conhece cada cena de memória: as sequências cinematográficas agora terão vozes.
O remake apresenta cenas totalmente dubladas e diálogos expandidos. É uma mudança significativa para uma aventura que durante décadas contou sua história principalmente através de textos, expressões e música.
A Nintendo, portanto, está mexendo em praticamente toda a apresentação de Ocarina of Time sem transformar o remake em uma aventura completamente diferente.
O remake ainda será o mesmo Ocarina of Time?
Tudo o que foi mostrado até agora indica que sim.
Apesar da reconstrução visual e das modernizações, a estrutura central continua bastante fiel ao clássico do Nintendo 64.
Link ainda começa sua jornada como um jovem vivendo entre os Kokiri. Ganondorf continua buscando a Triforce. E a missão eventualmente transforma aquele garoto no lendário Herói do Tempo.
Isso significa revisitar lugares como a Floresta Kokiri, Campo de Hyrule e os tradicionais templos que ajudaram a transformar o jogo em referência para aventuras tridimensionais.
O interessante será observar como algumas partes envelheceram quando retiramos as limitações técnicas da época.
Há também um dado técnico que chamou atenção depois da apresentação do jogo.
Uma análise preliminar da Digital Foundry sobre o material divulgado pela Nintendo apontou que os trechos de gameplay apresentados miram 60 quadros por segundo, com resolução próxima de 1080p durante a jogabilidade. Esses números, porém, vêm da análise do vídeo divulgado e não representam ainda uma especificação oficial da versão final.
Portanto, é melhor evitar transformar “4K e 60 fps” em promessa do jogo neste momento.
Oficialmente, a Nintendo confirma os visuais reconstruídos, melhorias de desempenho e apresentação, carregamentos mais rápidos e jogabilidade mais fluida.
Há ainda suporte a HDR em televisores compatíveis.
Ocarina of Time chega quando ao Nintendo Switch 2?
The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026 exclusivamente para Nintendo Switch 2.
E existe outro detalhe interessante para o público brasileiro: a página oficial lista português brasileiro entre os idiomas compatíveis.
O tamanho estimado do download é de aproximadamente 27 GB.
O remake também terá integração com o ZELDA NOTES, serviço encontrado no Nintendo Switch App para celulares e tablets.
Entre suas funções estarão acompanhamento de conquistas, desafios para encontrar determinados lugares utilizando imagens e até a possibilidade de tocar uma ocarina pelo celular.
Figuras amiibo da série Zelda também poderão conceder itens adicionais. Novos amiibo de Link e Zelda jovens estão previstos para 2027 e oferecerão máscaras especiais com aparência retrô.
Para quem jogou Ocarina of Time quando ele ainda vinha em um cartucho de Nintendo 64, existe algo particularmente curioso nesse remake.
Não é simplesmente voltar para Hyrule.
É poder comparar diretamente aquilo que realmente estava na tela em 1998 com aquilo que nossa memória construiu durante quase 30 anos.
E talvez seja justamente por isso que as novas imagens impressionem tanto.
O cenário mudou. Os personagens mudaram. A iluminação mudou. A música foi regravada. As vozes chegaram e os controles foram modernizados.
Mas basta aparecer uma fada perto de Link e alguém gritar um “Hey! Listen!” para milhões de jogadores saberem exatamente onde estão.
Hyrule está esperando novamente.

