Algumas caixas definitivamente deveriam continuar fechadas.
Os fãs de terror sabem muito bem que uma delas é a famosa configuração de quebra-cabeça do universo de Hellraiser.
Naturalmente, videogames existem justamente para permitir que façamos todas as coisas que uma pessoa sensata jamais faria.
E nesta quinta-feira será nossa vez de abrir a caixa.
Clive Barker’s Hellraiser: Revival será lançado em 8 de outubro de 2026, transformando a famosa franquia de terror em um jogo de ação e survival horror em primeira pessoa. A data foi confirmada pela própria Saber Interactive e também aparece na programação oficial do Xbox para esta semana.
O jogo estará disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC via Steam.
E não estamos falando simplesmente de uma adaptação de algum dos filmes.
Revival apresenta uma nova história dentro do cânone de Hellraiser, com um novo protagonista, novos acontecimentos e, evidentemente, o retorno de Pinhead e dos Cenobitas.
Para quem gosta de survival horror, é facilmente um dos lançamentos mais curiosos desta primeira metade de outubro.
E também parece ser um daqueles jogos nos quais o conselho mais sensato seria:
não toque na caixa.
Pena que não teríamos jogo se Aidan tivesse pensado nisso.
Hellraiser: Revival conta uma nova história com Pinhead
O protagonista de Revival se chama Aidan.
Sua missão é ajudar sua namorada, Sunny, a escapar do Labirinto, uma paisagem sobrenatural diretamente ligada ao universo infernal de Hellraiser.
Naturalmente, nada disso acontece porque o casal decidiu fazer uma tranquila viagem de férias.
Aidan entra em contato com uma misteriosa caixa conhecida como Genesis Configuration.
Ao utilizá-la, ele acaba desencadeando involuntariamente um ritual de Pinhead.
Quem conhece Hellraiser provavelmente já consegue imaginar que isso não termina com:
“Parabéns, você resolveu o quebra-cabeça!”
A partir daí, Aidan precisa sobreviver ao acordo feito com Pinhead enquanto enfrenta um culto dedicado aos Cenobitas e outras criaturas relacionadas ao Labirinto.
A Saber descreve Revival como uma história inédita adicionada ao cânone da franquia.
Esse é um detalhe particularmente interessante porque Hellraiser possui uma história enorme fora dos videogames.
A franquia nasceu da obra de Clive Barker e ganhou sua adaptação cinematográfica original em 1987.
Desde então, Pinhead se tornou uma das figuras mais reconhecíveis do terror, ao lado de personagens como Freddy Krueger, Jason Voorhees e Michael Myers.
Mas Hellraiser sempre teve uma característica bastante diferente desses slashers tradicionais.
Os Cenobitas não são simplesmente monstros correndo atrás das vítimas.
O próprio diretor do jogo, Emil Esov, explicou que essas criaturas não podem ser classificadas tão facilmente como simplesmente “más”. O universo de Hellraiser trabalha constantemente com conceitos de prazer, dor, desejo e obsessão.
Segundo o diretor, a equipe da Saber passou mais de quatro anos trabalhando no projeto e tentando traduzir justamente esse estilo particular de horror criado por Barker para uma experiência interativa.
Isso ajuda a explicar por que Revival não parece querer ser simplesmente um jogo em que Pinhead aparece durante algumas cutscenes.
A intenção é colocar o jogador diretamente dentro daquele universo.
E a Genesis Configuration será fundamental para isso.
A caixa não serve apenas para abrir portas
Se você imaginou que a famosa caixa funcionaria apenas como um elemento narrativo, existe uma surpresa.
Em Hellraiser: Revival, a Genesis Configuration também faz parte do gameplay.
Aidan poderá utilizar habilidades sobrenaturais da caixa durante os confrontos, combinando seus poderes com armas convencionais.
A Saber confirma que o arsenal inclui tanto armas corpo a corpo quanto armas de longa distância, além das habilidades especiais concedidas pela Configuration.
Portanto, não estamos diante de um survival horror completamente focado em fugir e se esconder.
Existe combate.
Bastante combate.
Entre os inimigos estarão cultistas, criaturas do inferno e outras ameaças ligadas aos Cenobitas.
A página do Xbox também confirma suporte a 4K Ultra HD e até 60 fps ou mais nos equipamentos compatíveis, além de otimizações específicas para Xbox Series X|S.
No PS5, a versão utilizará vibração e os gatilhos adaptáveis do DualSense.
Mas existe outro detalhe interessante para quem não está procurando um jogo gigantesco de 80 horas.
A própria Saber estima que uma campanha completa de Hellraiser: Revival deverá durar aproximadamente 8 a 12 horas.
É uma duração que combina bastante com o gênero.
Survival horror frequentemente funciona melhor quando mantém uma experiência relativamente concentrada, sem obrigar o jogador a coletar 173 flores demoníacas espalhadas pelo mapa para completar 100%.
Revival também será uma experiência exclusivamente single-player.
Não haverá necessidade de conexão com a internet para jogar.
E, pelo menos neste momento, a Saber afirma que não existem planos anunciados para conteúdo pós-lançamento.
Isso sugere uma proposta relativamente direta:
comprar, jogar a campanha e acompanhar a história até o final.
Algo quase revolucionário em 2026.
Hellraiser: Revival chega em 8 de outubro
Clive Barker’s Hellraiser: Revival será lançado nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026.
As plataformas confirmadas são:
PlayStation 5
Xbox Series X|S
Nintendo Switch 2
PC via Steam
Para quem pretende jogar no computador, a Saber já publicou também os requisitos mínimos.
O jogo exige Windows 10 64 bits atualizado, pelo menos 8 GB de RAM, uma GTX 1660 ou RX Vega 64 e aproximadamente 50 GB de espaço disponível.
No Brasil, a edição padrão aparece atualmente por R$ 229,90 na PlayStation Store.
Na loja brasileira do Xbox, o preço listado para a edição padrão é R$ 194,95, enquanto a Deluxe aparece por R$ 243,95.
Portanto, existe uma diferença considerável entre as lojas neste momento.
Vale conferir o preço diretamente na plataforma escolhida antes da compra, principalmente porque valores e promoções podem mudar depois do lançamento.
Quem fizer a pré-venda de qualquer edição também recebe duas skins cosméticas: uma para pistola chamada Labyrinth e outra para a arma Sawblade chamada Martyr.
Mas talvez a maior pergunta não seja quanto custa.
É se Hellraiser finalmente conseguirá aquilo que outras franquias de terror já conseguiram nos videogames.
Alien encontrou uma adaptação excelente com Alien: Isolation.
Evil Dead ganhou diferentes experiências ao longo dos anos.
Friday the 13th encontrou seu espaço no multiplayer.
E personagens clássicos do terror aparecem constantemente em jogos como Dead by Daylight.
Hellraiser, porém, possui um universo que parece praticamente feito para um survival horror.
Labirintos impossíveis.
Quebra-cabeças.
Cenobitas.
Cultos.
Dimensões infernais.
E uma caixa que qualquer pessoa minimamente familiarizada com a franquia sabe que não deveria ser aberta.
Em 8 de outubro, finalmente poderemos descobrir se transformar tudo isso em videogame foi uma boa ideia.
Para Aidan?
Provavelmente não.
Para quem gosta de terror, talvez seja.

