Você finalmente decidiu conhecer The Legend of Zelda, mas encontrou um problema: são tantos jogos, tantas versões de Link e tantas histórias diferentes que fica difícil saber por onde começar.
Será que é necessário jogar os títulos mais antigos antes de experimentar Breath of the Wild? Ocarina of Time vem antes ou depois de Skyward Sword? E onde Tears of the Kingdom se encaixa nessa história?
Essas dúvidas são bastante comuns, especialmente agora que The Legend of Zelda completa 40 anos em 2026 e a Nintendo prepara novas maneiras de revisitar uma de suas aventuras mais famosas.
A boa notícia é que você não precisa conhecer quatro décadas de histórias para aproveitar a franquia.
Na verdade, a maioria dos jogos foi desenvolvida para funcionar como uma aventura independente, mesmo quando compartilha personagens, lugares e acontecimentos com outros títulos.
Mas existe, sim, uma cronologia oficial. E ela é bem mais curiosa do que parece.
Qual é a ordem cronológica dos jogos de Zelda?
Antes de entender a sequência, existe uma informação importante: a ordem de lançamento dos jogos não é a mesma ordem dos acontecimentos dentro do universo de Zelda.
O primeiro The Legend of Zelda chegou ao Japão em 1986, para o Famicom Disk System.
Entretanto, ele não representa o início da história de Hyrule.
Esse papel pertence a The Legend of Zelda: Skyward Sword, lançado originalmente para Wii em 2011.
É nesse jogo que encontramos acontecimentos fundamentais para a mitologia da franquia, incluindo elementos relacionados à origem da Espada Mestra e à ligação entre seus principais personagens.
A cronologia apresentada pela Nintendo começa assim:
- The Legend of Zelda: Skyward Sword
- The Legend of Zelda: The Minish Cap
- The Legend of Zelda: Four Swords
- The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Até aqui, a sequência parece relativamente simples.
Mas Ocarina of Time muda tudo.
Por que Zelda possui três linhas do tempo?
Em Ocarina of Time, Link enfrenta Ganondorf em uma aventura que envolve viagens no tempo.
Os acontecimentos desse jogo são tão importantes que a cronologia oficial passa a considerar três caminhos diferentes.
Esses caminhos representam destinos distintos para Hyrule.
Na primeira ramificação, o herói é derrotado.
Na segunda, Link vence e retorna à infância.
Na terceira, a história acompanha as consequências da vitória do herói na linha temporal adulta.
É por isso que alguns jogos apresentam versões tão diferentes de Hyrule, mesmo fazendo parte do mesmo universo.
Linha do tempo 1: o herói é derrotado
Nesta ramificação, a história segue um caminho marcado pelo declínio de Hyrule e por diferentes confrontos contra Ganon.
A sequência apresentada pela Nintendo inclui:
- A Link to the Past
- Link’s Awakening
- Oracle of Ages e Oracle of Seasons
- A Link Between Worlds
- Tri Force Heroes
- Echoes of Wisdom
- The Legend of Zelda
- Zelda II: The Adventure of Link
Essa linha do tempo reúne vários jogos com a estrutura clássica da franquia, incluindo aventuras vistas de cima, exploração de masmorras e obtenção de equipamentos.
A Link to the Past, lançado originalmente para Super Nintendo, é um dos títulos mais conhecidos desse grupo.
Já Link’s Awakening ganhou um remake para Nintendo Switch, oferecendo uma maneira moderna de conhecer uma aventura originalmente lançada para Game Boy.
Linha do tempo 2: Link retorna à infância
A segunda ramificação acompanha os acontecimentos posteriores ao retorno de Link à infância, após Ocarina of Time.
Ela inclui:
- Majora’s Mask
- Twilight Princess
- Four Swords Adventures
Majora’s Mask é uma continuação direta de Ocarina of Time, acompanhando o mesmo Link em uma nova aventura.
Dessa vez, o herói precisa impedir que uma lua ameaçadora destrua o mundo de Termina.
O jogo ficou famoso pelo ciclo de três dias, que obriga o jogador a administrar o tempo e repetir determinados acontecimentos.
Twilight Princess, por sua vez, apresenta uma atmosfera mais sombria e uma nova versão de Link.
Embora pertençam à mesma ramificação, esses jogos não precisam ser jogados obrigatoriamente em sequência para que suas histórias principais sejam compreendidas.
Linha do tempo 3: o futuro após a vitória do herói
A terceira ramificação apresenta um destino bastante diferente para Hyrule.
Nela, o reino acaba sendo inundado, criando o cenário de uma das aventuras mais marcantes da franquia.
A sequência é:
- The Wind Waker
- Phantom Hourglass
- Spirit Tracks
The Wind Waker acompanha um jovem Link que navega por um vasto oceano.
Seu visual cartunesco chamou a atenção desde o lançamento no GameCube e se tornou uma das características mais reconhecidas do jogo.
Phantom Hourglass continua diretamente essa aventura, enquanto Spirit Tracks apresenta uma nova história ambientada em outra época.
Esses três títulos mostram como a Nintendo consegue transformar a ambientação e as mecânicas sem abandonar os elementos que definem Zelda.
E onde entram Breath of the Wild e Tears of the Kingdom?
Aqui está uma das maiores dúvidas dos fãs.
Breath of the Wild e Tears of the Kingdom apresentam uma Hyrule muito distante dos acontecimentos de diversos jogos anteriores.
A Nintendo trata essas aventuras como parte de uma era posterior, mas não estabeleceu publicamente uma conexão definitiva entre elas e cada uma das três ramificações clássicas.
Por isso, não é correto afirmar que Breath of the Wild pertence obrigatoriamente a uma dessas linhas.
O que sabemos com segurança é que Tears of the Kingdom acontece depois de Breath of the Wild, compartilhando personagens, cenários e consequências da aventura anterior.
Essa é uma das poucas situações em que recomendamos seguir uma ordem específica para aproveitar melhor as referências e a evolução do mundo.
Qual Zelda jogar primeiro em 2026?
Agora que você conhece a cronologia, vem a pergunta mais importante: qual jogo escolher?
A resposta depende muito do tipo de experiência que você procura.
Se a ideia é conhecer a franquia sem precisar estudar sua história, existem excelentes portas de entrada.
1. Breath of the Wild — para quem gosta de explorar
Se você gosta de descobrir lugares, experimentar possibilidades e seguir seu próprio caminho, Breath of the Wild é uma ótima escolha.
O jogo coloca Link em uma Hyrule gigantesca, permitindo explorar o mundo com bastante liberdade.
Você pode escalar montanhas, cozinhar alimentos, enfrentar inimigos e encontrar desafios em praticamente qualquer direção.
O mais interessante é que muitas situações possuem soluções diferentes.
Não existe apenas uma maneira de atravessar determinados obstáculos.
Essa liberdade ajudou a transformar Breath of the Wild em uma referência entre os jogos de mundo aberto.
2. Ocarina of Time — para conhecer um clássico
Se você quer entender por que Zelda conquistou tantos fãs, Ocarina of Time continua sendo uma recomendação importante.
Lançado originalmente em 1998 para Nintendo 64, o jogo ajudou a estabelecer conceitos fundamentais das aventuras tridimensionais.
Seu sistema de mira, suas masmorras e sua estrutura de exploração influenciaram inúmeros jogos posteriores.
Além disso, sua história ocupa uma posição central na cronologia da franquia.
Em 2026, a Nintendo anunciou uma nova versão de Ocarina of Time para Nintendo Switch 2, com lançamento previsto para 5 de novembro.
Isso significa que novos jogadores terão mais uma oportunidade de conhecer essa aventura histórica.
3. Link’s Awakening — para quem prefere uma aventura clássica
Nem todo mundo quer começar com um mundo aberto gigantesco.
Para quem prefere uma experiência mais concentrada, Link’s Awakening é uma excelente alternativa.
O remake de Nintendo Switch apresenta gráficos coloridos e uma estrutura baseada em exploração, quebra-cabeças e masmorras.
A aventura acontece na misteriosa ilha de Koholint, onde Link precisa encontrar uma maneira de escapar.
É um jogo que representa muito bem a fórmula tradicional da franquia.
4. Echoes of Wisdom — para quem quer jogar com Zelda
Uma das novidades mais interessantes da história recente da franquia é The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom.
Diferentemente da maioria dos jogos principais, a protagonista desta aventura é a própria princesa Zelda.
Ela utiliza um objeto mágico para criar cópias de elementos encontrados pelo cenário, incluindo objetos e criaturas.
Essas habilidades podem ser usadas para resolver quebra-cabeças, atravessar obstáculos e enfrentar inimigos.
A proposta valoriza a criatividade e oferece uma experiência diferente das aventuras tradicionais de Link.
5. Skyward Sword HD — para conhecer o começo da história
Se a sua prioridade é acompanhar a mitologia de Zelda desde seus acontecimentos iniciais, Skyward Sword HD é a escolha mais lógica.
A aventura apresenta elementos importantes sobre a origem de personagens, objetos e conflitos recorrentes.
A versão HD, disponível para Nintendo Switch, oferece uma maneira mais acessível de conhecer o título originalmente lançado para Wii.
Entretanto, vale lembrar que começar pela origem cronológica não é uma obrigação.
Você pode aproveitar outros jogos sem conhecer os acontecimentos de Skyward Sword.
Preciso jogar todos os Zelda na ordem para entender a história?
Não.
Essa é provavelmente a informação mais importante para quem está começando.
Embora exista uma cronologia oficial, a maioria dos jogos de Zelda apresenta uma aventura própria.
Em diferentes épocas, encontramos novas versões de Link, Zelda e outros personagens.
Os temas se repetem, mas as histórias geralmente podem ser compreendidas individualmente.
Por isso, escolher um jogo pela proposta, pelo visual ou pelas mecânicas costuma ser mais interessante do que tentar seguir rigorosamente a linha do tempo.
Quando vale seguir uma sequência?
Existem alguns casos em que jogar um título antes do outro ajuda a aproveitar melhor a experiência.
Os exemplos mais claros são:
- Ocarina of Time antes de Majora’s Mask.
- The Wind Waker antes de Phantom Hourglass.
- Breath of the Wild antes de Tears of the Kingdom.
Esses jogos possuem ligações narrativas mais diretas.
Ainda assim, isso não significa que seja impossível aproveitar as continuações separadamente.
E qual é a melhor escolha para começar?
Para quem nunca jogou Zelda, nossa recomendação é simples.
Comece por Breath of the Wild se você gosta de mundos abertos e exploração.
Escolha Link’s Awakening se prefere uma aventura mais tradicional e compacta.
Experimente Echoes of Wisdom se deseja conhecer uma proposta criativa protagonizada pela princesa Zelda.
E considere Ocarina of Time se quiser descobrir um dos jogos mais influentes da história dos videogames.
A franquia possui espaço para diferentes estilos de jogador.
Zelda completa 40 anos, mas continua recebendo novos aventureiros
Desde 1986, The Legend of Zelda passou por diversas transformações.
A série começou com uma aventura de exploração em duas dimensões, conquistou os mundos tridimensionais com Ocarina of Time e reinventou sua estrutura com Breath of the Wild.
Durante essas quatro décadas, Link e Zelda se tornaram personagens conhecidos por diferentes gerações.
E o mais interessante é que não existe uma única maneira de conhecer esse universo.
Você pode começar por um clássico do Super Nintendo, por uma aventura moderna no Switch ou por um jogo que coloca a princesa Zelda como protagonista.
A cronologia é uma curiosidade fascinante para os fãs, mas não precisa ser um obstáculo para quem está chegando agora.
No fim das contas, a melhor ordem para jogar Zelda é aquela que faz você querer continuar explorando Hyrule.
E você, qual foi o primeiro Zelda que jogou? Ou ainda está escolhendo por onde começar?

