As garras finalmente estão prestes a sair.
Marvel’s Wolverine chega ao PlayStation 5 em 15 de setembro, mas a imprensa especializada já terminou sua jornada com Logan e começou a publicar as primeiras análises do novo jogo da Insomniac Games.
E existe uma conclusão interessante.
Wolverine parece entregar exatamente aquilo que muitos jogadores esperavam em um aspecto: combate brutal, sangue e uma versão extremamente agressiva do personagem.
Mas isso não significa que o novo exclusivo do PS5 tenha conquistado todo mundo.
Algumas análises elogiam a experiência mais direta e cinematográfica, enquanto outras apontam repetição nos combates, exploração pouco interessante e uma aventura que poderia ter aproveitado melhor todo o potencial do personagem.
Em outras palavras:
Logan aparentemente não está tendo dificuldade para cortar seus inimigos.
O desafio maior está sendo conquistar completamente os críticos.
Combate brutal é um dos destaques de Marvel’s Wolverine
Se existia uma preocupação desde o anúncio do jogo, era saber até onde a Insomniac estaria disposta a ir com a violência.
Afinal, estamos falando de Wolverine.
Um personagem com garras de adamantium não deveria enfrentar dezenas de inimigos e deixá-los simplesmente reclamando de uma pequena dor no braço.
Nesse aspecto, as primeiras análises indicam que o estúdio não tentou transformar Logan em uma versão mais comportada de Spider-Man.
Marvel’s Wolverine é violento.
Muito violento.
O combate permite utilizar as garras para realizar ataques rápidos, contra-ataques e finalizações extremamente agressivas.
A própria Insomniac descreve o sistema como rápido, fluido e feroz, incentivando o jogador a se aproximar dos adversários em vez de permanecer esperando uma oportunidade à distância.
A violência também não fica escondida.
Sangue e desmembramentos fazem parte da apresentação, embora a Insomniac tenha incluído opções que permitem reduzir esses elementos para quem preferir uma experiência menos gráfica.
O The Verge destacou justamente essa abordagem mais direta, descrevendo Wolverine como uma aventura linear focada em ação rápida e grandes momentos cinematográficos, em vez de tentar reproduzir a estrutura de mundo aberto dos jogos de Spider-Man.
E essa talvez seja uma das informações mais importantes para quem está pensando em comprar.
Não espere um Spider-Man com garras.
Wolverine segue outro caminho.
A aventura leva Logan por diferentes partes do mundo, incluindo regiões congeladas do Canadá, ruas de Tóquio e Madripoor. A própria PlayStation apresenta o jogo como uma jornada global envolvendo a sobrevivência dos mutantes.
Só que essa estrutura mais focada também está no centro de algumas críticas.
Wolverine agrada no combate, mas divide opiniões
Nem todas as análises ficaram igualmente impressionadas.
O TechRadar elogiou a apresentação, a violência e a maneira como o jogo representa Wolverine, mas considerou que alguns sistemas sugerem uma profundidade maior do que aquela realmente necessária durante os combates. Ataques básicos continuam bastante eficientes, diminuindo parte da importância das possibilidades adicionais de evolução.
O Guardian também destacou Logan como personagem e a história envolvendo os mutantes, mas foi mais crítico em relação às batalhas, apontando repetição e ambientes mais limitados do que aqueles encontrados nas aventuras de Spider-Man.
Já o The Verge enxergou justamente nessa simplicidade uma qualidade.
Em uma época em que tantos jogos tentam ocupar centenas de horas com mapas gigantescos, atividades paralelas e sistemas intermináveis, Wolverine oferece uma aventura mais concentrada.
É uma diferença interessante de perspectiva.
Aquilo que para um jogador pode parecer “linear demais”, para outro pode representar exatamente o que estava procurando.
Você entra.
Coloca as garras para fora.
Resolve alguns problemas da maneira extremamente diplomática de Logan.
E continua a história.
Sem precisar parar no caminho para encontrar 78 ícones espalhados pelo mapa.
As análises também indicam que a campanha fica aproximadamente na faixa das 10 a 15 horas, dependendo do ritmo e das atividades realizadas.
Portanto, estamos diante de uma experiência bem mais concentrada do que muitos dos grandes jogos atuais.
Vale a pena ficar de olho em Marvel’s Wolverine?
Para quem gosta do personagem, a resposta inicial parece ser sim — desde que as expectativas estejam no lugar certo.
Marvel’s Wolverine não está tentando oferecer um enorme mundo aberto.
Também não parece interessado em esconder a natureza violenta de seu protagonista.
A proposta é entregar uma aventura cinematográfica, focada em história e combate, colocando Logan diante de uma ameaça aos mutantes e de acontecimentos relacionados ao próprio passado.
A Insomniac também preparou bastante conteúdo para quem quiser continuar jogando depois da campanha.
O jogo terá Novo Jogo+, repetição de missões, Desafios do Pesadelo e Modo Foto, além de diferentes técnicas, trajes e tipos de garras para desbloquear. Inclusive o traje Battle Reborn de Marvel’s Wolverine foi disponibilizado gratuitamente em Marvel Tokon.
Outro destaque é a acessibilidade.
Segundo a desenvolvedora, Marvel’s Wolverine contará com mais de 100 recursos novos, aprimorados ou retornando de jogos anteriores da Insomniac, incluindo alto contraste, velocidade global do jogo, sinais hápticos fortes e audiodescrição em inglês.
O lançamento acontece em 15 de setembro de 2026 exclusivamente para PlayStation 5.
Faltam, portanto, apenas alguns dias para os jogadores poderem formar sua própria opinião.
As primeiras análises sugerem que talvez não estejamos diante de uma revolução nos jogos de super-heróis.
Mas existe algo que praticamente ninguém parece discutir:
este é definitivamente um jogo de Wolverine.
Violento, rápido, mal-humorado e pouco interessado em resolver conflitos conversando.
Para muita gente que esperou anos por essa aventura, talvez isso seja exatamente o que precisava ser.

